domingo, 1 de setembro de 2013

Aula sobre Vegetação

Vegetação. (1) Conjunto de vegetais que ocupam uma determinada área; tipo da cobertura vegetal; as comunidades das plantas do lugar; termo quantitativo caracterizado pelas plantas abundantes (GOODLAND, 1975). (2) Quantidade total de plantas e partes vegetais como folhas, caules e frutos que integram a cobertura da superfície de um solo. Algumas vezes o termo é utilizado de modo mais restrito para designar o conjunto de plantas que vivem em determinada área (CARVALHO, 1981). (3) Conjunto de plantas e associações vegetais.

Vegetação natural. Floresta ou outra formação florística com espécies predominantemente autóctones, em clímax ou em processo de sucessão ecológica natural (Resolução CONAMA nº 04 de 18.09.85).

Vegetação de excepcional valor paisagístico. Vegetação existente nos sítios considerados de excepcional valor paisagístico em legislação do Poder Público Federal, Estadual ou Municipal (Resolução CONAMA 010/93).

Vegetação Primária – (1) Vegetação de máxima expressão local, com grande diversidade biológica, sendo os efeitos das ações antrópicas mínimas, a ponto de não afetar significativamente suas características originais de estrutura e espécies (Resolução CONAMA 010/93). (2) Vegetação que evolui sob as condições ambientais reinantes do renascimento de plantas após a destruição ou retirada total ou parcial da vegetação primária ou original.

Vegetação secundária ou em regeneração. Vegetação resultante de processos naturais de sucessão, após supressão total ou parcial da vegetação primária por ações antrópicas ou causas naturais, podendo ocorrer árvores remanescentes da vegetação primária (Resolução CONAMA 010/93)

Vegetação nativa no estágio inicial. Formação pioneira onde a composição florística dominante é composta pelos gêneros Cecropia, Trema, entre outras, que apresentam a idade em torno de 1 a 3 anos, altura variando entre 5 a 8 metros, formando um dossel denso, homogêneo e um estrato baixo emaranhado com poucas espécies arbóreas onde o número oscila entre 1 e 5 espécies, tendo um tempo de vida das espécies dominantes muito curto, menos de 10 anos (Portaria Normativa IBAMA 84/91).

Vegetação nativa no estágio médio de regeneração. Formação denominada capoeira, onde a composição florística dominante é composta pelos gêneros Cecropia, Trema, Heliocarpus, entre outras, que apresenta idade de 5 a 15 anos, altura variando entre 15 a 20 metros, formando um dossel com ramificação vertical, com coroa horizontal e um estrato baixo e denso, com frequência variável de espécies herbáceas, onde o número de espécies arbóreas é pouca, variando de 1 a 10 espécies, e o tempo de vida das dominantes é curto, de 10 a 25 anos (Portaria Normativa IBAMA 84/91).

Vegetação nativa no estágio avançado de regeneração. Formação denominada capoeirão, onde a composição florística dominante é composta por uma mistura das famílias Meliaceae, Bombacaceae, Tiliaceae, entre outras, que apresentam idade em torno de 20 a 50 anos, altura variando entre 20 a 30 metros, sendo que algumas alcançam 50 metros, formando um dossel heterogêneo, incluindo coroas bastante largas e um estrato relativamente escasso, incluindo espécies tolerantes onde o número de espécies e o tempo de vida dominante, inicialmente é de 40 a 100 anos ou mais (Portaria Normativa IBAMA 84/91).

RESOLUÇÃO CONAMA N. 002, DE 18 DE MARÇO DE 1994
  
Define formações vegetais primárias e estágios sucessionais de vegetação secundária, com finalidade de orientar os procedimentos de licenciamento de exploração da vegetação nativa no Paraná.
Art. 1° Considera-se como vegetação primária, toda comunidade vegetal, de máxima expressão local, com grande diversidade biológica, sendo os efeitos antrópicos mínimos, a ponto de não afetar significativamente suas características originais de estrutura e de espécie.
Art. 2° As formações florestais abrangidas pela Floresta Ombrófila Densa (terras baixas, submontana e montana), Floresta Ombrófila Mista (montana) e a Floresta Estacional Semidecidual (submontana), em seus diferentes estágios de sucessão de vegetação secundária, apresentam os seguintes parâmetros, no Estado do Paraná, tendo como critério a amostragem dos indivíduos arbóreos com CAP igual ou maior que 20 cm.

Floresta ombrófila densa é uma mata perenifólia, ou seja: sempre verde com dossel de até 50 m, com árvores emergentes de até 40 m de altura. Possui densa vegetação arbustiva, composta por samambaias, arborescentes, bromélias e palmeiras. As trepadeiras e epífitas (bromélias e orquídeas) cactos e samambaias também são muito abundantes. Nas áreas úmidas, as vezes temporariamente encharcadas, antes da degradação do homem, ocorriam figueiras, jerivás (palmeira) e palmitos (Euterpe edulis).

O termo criado por Ellemberg & Mueller-Dombois  substituiu Pluvial (de origem latina) por Ombrófila (de origem grega), ambos com o mesmo significado “amigo das chuvas”. Sua principal característica ecológica reside nos ambientes ombrófilos, relacionada com os índices termo-pluviométricos mais elevados da região litorânea e da Amazônia. A precipitação bem distribuída durante o ano, determina uma situação bioecológica praticamente sem período seco (0 a 60 dias no ano).

Tem cinco divisões, com fisionomias diferentes:
1 - floresta ombrófila densa aluvial: vegetação ripária, tanto no rio Amazonas como em outras bacias hidrográficas em todo o Brasil
2 - floresta ombrófila densa das terras baixas: geralmente costeira, ocorre da Amazônia até o Rio de Janeiro com formação florística diversa da encontrada nos estados mais ao sul
3 - floresta ombrófila densa submontana: de solo mais seco, apresenta dossel de alto porte, até 50 m na Amazônia e 30 no resto do país
4 - floresta ombrófila densa montana: dossel uniforme de cerca de 20 m, ocorre de 600 a 2000 m na Amazônia e 500 a 1500 m no resto do país
5 - floresta ombrófila densa altomontana: mata nebular

Floresta Ombrófila Mista
Este tipo de ecossistema florestal, também conhecido como "mata-de-araucária", é um tipo de vegetação do planalto meridional, onde ocorria com uma abrangência de 250.000 km2, distribuída nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais.
Esta floresta apresenta formações florísticas em refúgios situados nas Serras do Mar e da Mantiqueira, muito embora no passado tenha se expandido bem mais ao norte, porque a familia Araucariaceae apresentava dispersão paleogeográfica que sugere ocupação bem diferente da atual. A composição florística deste tipo de vegetação é dominada por gêneros primitivos como Drymis, Araucaria (australásicos) e Podocarpus (afro-asiático), que sugerem, em face da altitude e da latitude do planalto meridional, uma ocupação recente a partir de refúgios alto-montanos.

A floresta estacional semidecidual constitui a vegetação típica do bioma da Mata Atlântica, estando condicionada pela dupla estacionalidade climática, perdendo parte das folhas (20 a 50%) nos períodos secos.
É constituída por fanerófitos com gemas foliares protegidas da seca por escamas (catáfilos ou pêlos), tendo folhas adultas esclerófilas ou membranáceas deciduais. O grau de decidualidade, ou seja, a perda das folhas é dependente da intensidade e duração de basicamente duas razões: as temperaturas mínimas máximas e a deficiência do balanço hídrico.

§ 1° Estágio inicial:
a) fisionomia herbáceo/arbustiva, formando um estrato, variando de fechado a aberto, com a presença de espécies predominantemente heliófitas;
b) espécies lenhosas ocorrentes variam entre um a dez espécies, apresentam amplitude diamétrica pequena e amplitude de altura pequena, podendo a altura das espécies lenhosas do dossel chegar até 10 m, com área basal (m2 /há) variando entre 8 a 20 m2/há; com distribuição diamétrica variando entre 5 a 15 cm, e média da amplitude do DAP 10 cm;
c) o crescimento das árvores do dossel é rápido e a vida média das árvores do dossel é curta;
d) as epífitas são raras, as lianas herbáceas abundantes, e as lianas lenhosas apresentam-se ausentes. As espécies gramíneas são abundantes. A serapilheira quando presente pode ser contínua ou não, formando uma camada fina pouco decomposta;
e) a regeneração das árvores do dossel é ausente;
f) as espécies mais comuns, indicadoras do estágio inicial de regeneração, entre outras podem ser consideradas: bracatinga (Mimosa scabrella), vassourão (Vernonia discolor), aroeira (Schinus terebenthi folius), jacatirão (Tibouchina selowiana e Miconia circrescens), embaúba (Cecropia adenopus), maricá (Mimosa bimucronata), taquara e taquaruçu (Bambusa sp.).

esciófitas - estão sempre fixadas a pouca altura dos forófitos, no solo, em raízes e em pedras, portanto tolerantes à sombra;
mesófitas ou indiferentes - encontram-se fixadas nos troncos, galhos médios ou no interior das árvores, com média intensidade de luz;
heliófitas - são exigentes em luz e, portanto, geralmente estão fixadas nos galhos superiores e médios das árvores mais altas da floresta, além de rochas expostas (inselbergs).

§ 2° Estágio médio:
a) fisionomia arbustiva e/ou arbórea, formando de 1 a 2 estratos, com a presença de espécies predominantemente facultativas;
b) as espécies lenhosas ocorrentes variam entre 5 e 30 espécies, apresentam amplitude diamétrica média e amplitude de altura média. A altura das espécies lenhosas do dossel varia entre 8 e 17 metros, com área basal (m2 /há) variando entre 15 e 35 m2 /há; com distribuição diamétrica variando entre 10 a 40 cm, e média da amplitude do DAP 25 cm;
c) o crescimento das árvores do dossel é moderado e a vida média das árvores do dossel é média;
d) as epífitas são poucas, as lianas herbáceas poucas e as lianas lenhosas raras. As espécies gramíneas são poucas. A serapilheira pode apresentar variações de espessura de acordo com a estação do ano e de um lugar a outro;
e) a regeneração das árvores do dossel é pouca;
f) as espécies mais comuns, indicadoras do estágio médio de regeneração, entre outras, podem ser consideradas: congonha (Ilex theezans), vassourão-branco (Piptocarpha angustifolia), canela guaica (Ocotea puberula), palmito (Euterpe edulis), guapuruvu (Schizolobium parayba), guaricica (Vochsya bifalcata), cedro (Cedrela fissilis), caxeta (Tabebuia cassinoides), etc.

§ 3° Estágio avançado:
a) fisionomia arbórea dominante sobre as demais, formando dossel fechado e uniforme do porte, com a presença de mais de 2 estratos e espécies predominantemente umbrófilas (umbrófila é o tipo de planta que está adaptada a aparecer em lugares sombreados);
b) as espécies lenhosas ocorrentes apresentam número superior a 30 espécies, amplitude diamétrica grande e amplitude de altura grande. A altura das espécies lenhosas do dossel é superior a 15 metros, com área basal (m2 /há) superior a 30 m2 /há; com distribuição diamétrica variando entre 20 a 60 cm, e média da amplitude do DAP 40 cm;
c) o crescimento das árvores do dossel é lento e a vida média da árvore do dossel é longa;
d) as epífitas são abundantes, as lianas herbáceas raras e as lianas lenhosas encontram-se presentes. As gramíneas são raras. A serapilheira está presente, variando em função do tempo e da localização, apresentando intensa decomposição;
e) a regeneração das árvores do dossel é intensa;
f) as espécies mais comuns, indicadoras do estágio avançado de regeneração, entre outras podem ser consideradas: pinheiro (Araucaria angustifolia), imbuia (Ocotea porosa), canafístula (Peltophorum dubgium), ipê (Tabebuia alba), angico (Parapiptadenia rigida), figueira (Ficus sp.).

Vegetação do Paraná

Notas sobre as tipologias vegetais do Paraná
Marcelo G. Caxambu

Formações Pioneiras de Influência Flúvio-Lacustre (Várzeas, Brejos): São ambientes geologicamente instáveis, com solos formados por processos de deposição (Neossolos aluviais) ou pela presença acentuada de matéria orgânica (Organossolos). Predominantemente sujeitos a inundações periódicas. Ocorrem em depressões úmidas ou ainda em margens de rios e nascentes. São áreas onde a fisionomia é bastante semelhante à campestre, com vegetação herbácea composta por Poaceae, Cyperaceae, Juncaceae, Typhaceae, dentre outras, sendo semelhantes, ao leigo, as gramíneas de maior porte. São, por essência, áreas de preservação permanente.

Floresta Ombrófila Mista Montana: Formação florestal com chuvas bem distribuídas ao longo do ano, (daí o termo Ombrófila), composta de uma mistura das floras australásicas (Drymis ou cataia e Araucaria ou pinheiro-do-paraná) e afroasiática (Podocarpus ou pinheiro-bravo). O temo Montana, remete a formações ocorrentes, no Paraná, entre 700 e 1000 m de altitude.

Floresta Ombrófila Mista Altomontana: formação de Floresta Ombrófila Mista localizada acima de 1000 m de altitude. Diferencia-se, basicamente, da formação Montana, por possuir uma florística mais simplificada.

Floresta Ombrófila Mista Aluvial (ver Floresta Ombrófila Mista Montana): Ocorre na margem dos rios e fazendo divisa com as formações pioneiras flúvio-lacustres. Algumas espécies são dominantes como o branquinho ou branquilho Sebastiania commersoniana que forma um estrato arbóreo contínuo, ao longo destas áreas, chegando a compor entre 40-60% do número de indivíduos arbóreos deste ambiente.

Savana: Denominada popularmente de cerrado, a savana caracteriza-se por possuir uma vegetação xeromorfa, isto é, com aparência de locais secos. Entretanto, as plantas do cerrado não sofrem déficit hídrico de uma maneira geral. Desenvolveram estruturas subterrâneas como geófitos ou xilopódios, que são verdadeiros troncos subterrâneos que servem para armazenar substâncias nutritivas e água, bem como conferem a planta resistência ao fogo. Muitas plantas também apresentam cascas grossas, como defesa contra o fogo que ocorre neste ambiente.

Floresta Estacional Semidecidual (Floresta Semi-Caducifólia): Esta formação florestal caracteriza-se por apresentar entre 20 a 50% do componente arbóreo com perda de folhas na época desfavorável (seca ou frio), de onde o termo semidecidual deriva. Se mais que 50% dos indivíduos arbóreos perdessem as folhas, estaríamos frente a uma floresta deciadual. O termo estacional diz respeito a dupla variabilidade climática na região de ocorrência, com chuvas concentradas nos meses mais quentes e um período de seca fisiológica nos meses mais frios.

Floresta Estacional Semidecidual Aluvial (Floresta Semi-Caducifólia): É a formação ocorrente na margem dos rios e das formações pioneiras sob o domínio desta tipologia vegetal. È caracterizada pela presença de ingás Inga spp. e Ficus spp. Ao longo das margens rochosas ou com solo profundo. Em áreas mais úmidas, com presença de neossolos flúvicos, organossolos hidromórficos e gleissolos, ocorrem plantas adaptadas a freqüentes inundações como a sangra-d’água Cróton urucurana, a embaúba Cecropia pachystachya, o novateiro Triplaris americana, ingás Inga spp. Dentre outras espécies arbóreas a arbustivas. Se comparada a Floresta Estacional Semidecidual Submontana, apresenta menor número de espécies por conta das exigências ambientais existentes.

Estepe gramíneo-lenhosa: O termo estepe tem origem na Rússia e foi empregado pelo IBGE para definir os campos gerais. O termo gramíneo-lenhosa refere-se à presença de ervas graminóides e arbustos esparsos. Para alguns vários pesquisadores a Estepe é muito semelhante à Savana, tanto em termos florísticos, como adaptativos.

Formações Pioneiras de Influência Flúvio-Marinha (mangues e campos salinos): São ambientes encontrados no litoral do estado, na foz dos rios que desembocam no mar. Caracterizam-se por terrenos geologicamente instáveis, como solos lodosos, pobres em oxigênio. Desta forma as plantas que vivem nestes locais criaram adaptações como os pneumatóforos, que são raízes que se projetam do solo, para captar o oxigênio e, em função do embate das marés, as essências arbóreas possuem projeções do caule denominadas de escoras, que servem para fixá-las no solo. Os extremos de salinidade também são constantes com as marés cheias e vazantes, o que explica o reduzido número de espécies arbóreas adaptadas a este ambiente, ou seja, três: Avicennia schaueriana (Avicenniaceae); Rhizophora mangle (Rizophoraceae) e Laguncularia racemosa (Combretaceae). Antecedendo os mangezais, encontram-se os campos salinos compostos de ervas de porte baixo, destacando-se Cyperaceae e Poaceae.

Formações Pioneiras de Influência Marinha (restingas):
A fisionomia deste ambiente é associada a condições ambientais adversas tais como a salinidade, os ventos e a condições pedológicas desfavoráveis, principalmente em dunas não fixadas. Para o interior, existem dunas fixadas pela vegetação, onde, no lado exposto ao vento, as plantas tem porte baixo, retorcido, enquanto que no lado protegido da duna, com condições mais favoráveis, algumas espécies como o araçá Psidium cattleianum tem porte arbóreo. Entre duas dunas consolidadas aparecem áreas úmidas com comunidades de plantas características desta condição.

Floresta Ombrófila Densa: é a formação florestal mais rica do Sul do Brasil, com maior quantidade de espécies e com alturas que podem chegar a 35 m. É denominada de densa em função do entrelaçamento das copas das árvores. Esta formação compreende sub-formações, principalmente em função de características do solo e dos diferentes patamares altitudinais.
Floresta Ombrófila Densa Aluvial: Ocorre na beira dos rios da Serra do Mar e a florística é determinada principalmente pela altitude e pelo material de origem dos solos existentes naquele ambiente.

Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas: É a formação florestal existente entre o nível do mar e 20 metros acima deste, constituída de duas situações: a primeira com solos influenciados pela umidade, onde são comuns caxetas Tabebuia cassinoides e o guanandi Calophyllum brasiliense, formando por vezes formações que são chamadas, respectivamente, de caxetais e guanandizais. A segunda com solos bem mais drenados, onde o guanandi está ausente ou é muito raro e encontram-se espécies arbóreas de áreas mais secas como canelas, ingás, palmeiras (incluindo o palmito), mirtáceas, dentre outras essências.


Floresta Ombrófila Densa Submontana: Compreende a formação entre 20 e 600m sobre o nível dos mares. Esta formação é bastante diversificada do ponto de vista vegetal. Desenvolve-se em diferentes tipos de solo. Neste ambiente são encontrados, dentre outras espécies, o guapuruvu Schizolobium parahyba, a embaúba Cecropia spp. e o palmiteiro Euterpe edulis, que são considerados, em termos práticos indicadores deste patamar altitudinal pela sua presença, pois já não ocorrem no patamar montano

Floresta Ombrófila Densa Montana: É bastante semelhante em termos florísticos ao patamar submontano, entretanto é mais pobre em número de espécies que aquele em função da ocorrência de eventuais geadas e em função de solos mais rasos. Situa-se entre 600 e 1200 m de altitude.


Floresta Ombrófila Densa Altomontana: Compreende as formações campestres e florestais que se desenvolvem no alto das serras, acima de 1200 m de altitude. Possuem menor número de espécies vegetais em relação ao patamar montano, em função de solos muito rasos e ventos fortes. É uma ambiente com acentuada umidade relativa do ar ao longo do ano e baixas temperaturas. Os indivíduos arbóreos possuem altura variando entre 3 e 7 metros. É chamada de “mata nebular” em função da presença das nuvens vindas do Oceano Atlântico.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Prova do 2 bimestre Biogeografia

Olá Pessoal!
A prova de Biogeografia referente ao segundo bimestre será no dia 01 de julho de 2013

Relatório Biogeografia

Olá meus queridos alunos!
Seguinte, o relatório da pesquisa em Biogeografia Geral deverá ser entregue  até o dia 01 de julho de 2013.
Na realidade o relatório não será entregue, e sim postado. Eu explico:
vocês criaram um blog  e postaram o relatório neste blog. Como criar um blog?
É fácil vá em www.blogger.com e crie uma conta (é grátis), dai é só postar o relatório.
E o que deve conter nesse relatório? Basicamente as informações contidas na imagem abaixo.
Os resultados devem ser bem resumidos... Afinal vocês não vão querer disponibilizá-los antes de publicá-los!
Os projetos que foram corrigidos por mim e as novas versões devem ser entregues na forma impressa 
no dia 01 de julho de 2013.



Como fazer os gráficos de correlação (2016)

Primeiro selecione os dados que serão avaliados:
Depois selecione o tipo de gráfico (Dispersão somente com marcadores)


Após, clique na direita do mouse e selecione a opção adicionar linha de tendencia.

Depois selecione a opção de linha Linear e exibir valor de r quadrado no gráfico


Correlações

O valor de r está sempre entre -1  e + 1 , com  r = 0 correspondendo à não associação. 

Usamos o termo correlação positiva quando r>0 , e nesse caso à medida que  x cresce também cresce y, e correlação negativa quando r<0, e nesse caso à medida que x cresce,  y decresce (em média).
Quanto maior o valor de r (positivo ou negativo), mais forte a associação. No extremo, se  r=1 ou r=-1 então todos os pontos no gráfico de dispersão caem exatamente numa linha reta. No outro extremo, se r=0 não existe nenhuma associação linear.
A seguinte quadro fornece um guia de como podemos descrever uma correlação em palavras dado o valor numérico. É claro que as interpretações dependem de cada contexto em particular.
Valores                      Interpretação
0,00 ..........................Uma correlação bem fraca
0,20 a 0,39.................Uma correlação fraca
0,40 a 0,69.................Uma correlação moderada
0,70 a 0,89.................Uma correlação forte
0,90 a 1,00.................Uma correlação muito forte

Note que correlações não dependem da escala de valores de x ou y. (Por exemplo, obteríamos o mesmo valor se medíssemos altura e peso em metros e kilogramas ou em pés e libras.)